...fui esvaziando esta casa.
Por mais que gostasse de ter no blog uma moradia térrea, com quintal, um sotão com playstation e máquina de costura e um retriever a abanar a cauda quando ouvisse o carro a chegar, parece-me que por enquanto os meus blogs não passam de apartamentos de transição, por onde vou passando e em cujas paredes vão ficando as minhas queridas memórias.
Mudei-me para aqui em Fevereiro e fui aqui feliz. Mas por mais que tenha lutado contra isso, parece-me que chegou a altura de mudar de casa outra vez. Ando à procura de um apartamento diferente, que mantenha a vista para o mar, mas com um pequeno terraço onde possa oferecer aos amigos tardes domingueiras de picanha e feijão preto.
Claro que este espaço continuará a existir, não faz sentido demoli-lo, nem quero construir por cima dele. E tal como acontece no mundo real, prometo vir cá deixar uma placa de "mudou-se para...", assim que tenha pronta a minha casa nova.
Obrigada a todos os que por cá vão passando, obrigada pelas palavras de força que muitas vezes aqui recebi e perdoem-me aqueles que, por lapso linguístico meu, possam ter interpretado mal as minhas palavras.
O avião de papel levantou vôo... :-)
as voltas que a vida dá!
estou cansada de ter o blog empancado, que era o meu escape, para que eu escrevesse coisas pseudo-intelecuais, cheias de significado pseudo-artístico, onde podia emprestar pequenos registos pseudo-auto-biográficos.
Enchi-me de tudo e peço desculpa a todas as pessoas a quem desiludi e de quem me afastei. Desculpa R querida de sempre, longe há muito tempo, mas sempre dentro do meu coração, muito dentro, o mais dentro possível. Desculpa inigualável B que de há um ano para cá me surpreendeste por me relembrares que a amizade não se alimenta da distância do quotidiano. Desculpa R por te ter desiludido e te ter mostrado um lado de mim para o qual nunca te preparei e só presumi que sim. Desculpa M por termos falhado o mais importante projecto.
Passou um ano. Faz um ano que mudei a minha vida. E, guess what?, em consequência disso, a minha vida mudou. Aprendi, como nunca, o que é a solidão. Meu Deus, aprendi a questionar a mim própria sobre escolhas e decisões. Fui uma boa amiga? Não. Fui uma boa filha? Não. Fui uma boa irmã? Não. Fui uma boa mãe? Ai, com o coração do tamanho de uma ervilha descongelada sem calor, tenho de dizer aqui que fiz o melhor que sabia. Que daqui para a frente o melhor que sei não será talvez suficiente. Que sou fraca, que não sei (NÂO QUERO) estar sozinha.
No último ano, os acontecimentos sucederam velozes. Apaixonei-me, sim, acredito que isso também me aconteceu, relembrei a importãncia da música, do prazer dos pequenos detalhes, da emoção das borboletas no estômago, das re-descobertas e aprendi, sem querer, a ver-me ao espelho nos outros. Fiz amigos, perdi pessoas, descobri-me e perdi-me tantas vezes.
Tenho tantas desculpas por pedir, tantos agradecimentos, tantas graças para dar, e não me sinto grata a mim própria. Tenho a vida num caos, embora o coração esteja organizado e transborde, sempre!
Não me arrependo, quero acreditar que aprendi com más escolhas que fiz e que mereço a felicidade que possa estar no meu caminho. Não sei dizer até que ponto não terei exagerado, até que ponto esse fantasma do egoísmo que sempre me perseguiu não me terá deixado cega perante determinadas situações. Sei que agora estou no bom caminho para ter forças para corrigi-las. Sei que estou rodeada de inspiração e de bons exemplos (prima velha, u totally rule 4 me!!!) e que alguns dos rumos que escolhi produzirão bons frutos.
E os outros? E os outros? E teres o teu coração dividido em partes e 3 delas morarem longe de ti? Como é que se vive? Estou a aprender... estou a tentar...
Falhei tanto, imagino ter desiludido tanto. Magoei tanto, eu que nunca quis magoar ninguém.
Porque ninguém merece, ser deliberadamente magoado. A vida encarrega-se ela própria de fazer a justiça. De cumprir os karmas.
Enfim...
Agora que existe...
Respiro.
Simples, não é?
E a ganhar coragem...
Sou o granito do Porto mas desfiz-me em grãos no areal do sotavento...
Be careful because London is very big
and you something can get lost...
Be wise because London is very big
and you could loose yourself...
Be relaxed because London is very big
and you will not loose me.
Thank you, Teddy,
for being able to stretch across Europe
and grab a hold of my heart.
Promise to take really good care
of my half of the Teddy,
until he can be complete again.
"Parece-me que já ninguém se apaixona de verdade.
Já ninguém quer viver um amor impossível.
Já ninguém aceita amar sem uma razão.
Hoje as pessoas apaixonam-se por uma questão de prática.
Porque dá jeito.
Porque são colegas e estão ali mesmo ao lado.
Porque se dão bem e não se chateiam muito.
Porque faz sentido.
Porque é mais barato, por causa da casa.
Por causa da cama.
Por causa das calças e das contas da lavandaria.
Hoje em dia as pessoas fazem contratos pré-nupciais, discutem tudo de antemão, fazem planos e a mínima merdinha entram logo em "diálogo".
O amor passou a ser passível de ser combinado.
Os amantes tornaram-se sócios.
Reunem-se, discutem problemas, tomam decisões.
O amor transformou-se numa variante psico-socio-bio-ecológica de camaradagem.
A paixão, que devia ser desmedida, é na medida do possível.
O amor tornou-se uma questão prática.
O resultado é que as pessoas, em vez de se apaixonarem de verdade, ficam "praticamente" apaixonadas.
Eu quero fazer o elogio do amor puro, do amor cego, do amor estúpido, do amor doente, do único amor verdadeiro que há.
Estou farto de conversas, farto de compreensões, farto de conveniências de serviço.
Nunca vi namorados tão embrutecidos, tão cobardes e tão comodistas como os de hoje.
Incapazes de um gesto largo, de correr um risco, de um rasgo de ousadia, são uma raça de telefoneiros e capangas de cantina, malta do "tá bem, tudo bem", alcançadores de compromissos, bananoides, borra-botas, matadores do romance, romanticidas.
Odeio esta mania contemporânea por sopas e descanso.
Odeio os novos casalinhos.
Para onde quer que se olhe, já não se vê romance, gritaria, maluquice, abraços, flores.
O amor fechou a loja.
Foi trespassada ao pessoal da pantufa e da serenidade."
Miguel Esteves Cardoso in Expresso![]()
MEC c´est toujours MEC! E depois do karaoke, acho que faz algum sentido... ;)
" Chegara à cidade. A luz do novo, da partida para um familiar desconhecido.
Embarcara na caravela da vontade. Na envolvência agitada do vaivém das multidões.
Numa solidão protegida. Avassaladora, mas orientada, segura de que é querida e apreciada.
Os contornos da promessa de um futuro, sempre inesperado, mas de felicidade (complementaridade) pareciam querer desenhar-se a tinta da china, alimentando-se do tinteiro da esperança e dos pequenos gestos e sinais. E de sentidos. Começava a aceitar essa ambígua realidade de que tudo é e não é exactamente o que parece.
Sentia roubar-se a si própria as palavras... que não se dizem apenas porque são como um ponto a partir do qual já não é possível retornar à superfície.
- Arriscamos, agimos por impulso conscientes das consequências, dos inevitáveis yins de todos os yangs.
- Mas, cá dentro, o peito transpira coragem, porque aproveitámos o dia.
Porque é impossível explicar o valor de sentir-se completo, sendo verdadeiro.
- E despertamos o melhor, deixando partes imensas um no outro.
E a energia espalhara-se pela cidade, visível nas águas do rio, na confusão dos pássaros, no ar, nas ruas e debaixo do chão...
- Agora, todas as cidades do mundo podem ser a nossa casa. Basta estarmos juntos..."
Days counting - 4 / Inspiração - 0
É. Cheia das pequenas surpresas que nos fazem questionar os outros e a nós próprios e que a fazem valer a pena. Sempre sem expectativas. E sem arrependimentos. A vida.
Há coisas que doem... como o último sprint para chegar ao fim da maratona em primeiro lugar. Quando já se sentem os músculos a colapsar e se vão buscar as energias de reserva.
Como a distância, que dói sempre mais do que antecipamos. Quando não quebra os laços, aperta-os, mais e mais... e magoam. Ao ponto de perguntarmos se não seria mais simples desfazê-los. Mas não. Seria talvez mais cómodo. E eu já sei que a estrada sem pedras não é o caminho certo.
Procuro-me. Dentro de mim e fora dos outros. Vou encontrando peças que tento juntar para verificar que não encaixam. Ninguém me vê como sou? Nem eu... E enquanto continuar assim, sinto que não sou justa. E não gosto. Ponto.
fundo, três vezes, quando te parece que já não podes aguentar mais...
está quase...quase...quase!
E este ano, que será tão diferente dos anteriores, tenho esperança que algumas coisas continuem a ser como eram, e outras possam voltar a ser como já foram...
o Verão está-me nostálgico...
(about the soundtrack below: back from the days when life was simple... and we listened to music on vinyl...)
Importante!! Na lista à direita, in outter space..., encontram o atalho. Mas podem ir já por aqui. Aconselha-se, recomenda-se, etc. e tal. Não percam os próximos capítulos... O trabalho de equipa é sempre de louvar! E há equipas que nunca podem perder... Nota: obrigada ao
!!... tentámos outras casas, mas aqui o charco é sempre mais acolhedor e mais fácil de navegar...
Sou. Um poliedro não regular. De faces planas, tentando, ciclicamente, ter uma nova para oferecer. Algumas côncavas, onde absorvo o que posso aprender. E ainda algumas convexas, para que possa fazer resvalar o que ainda não compreendo, ou aceito. Reciclando faces antigas, para que possam servir outra vez. Infinitamente sei, precisarei delas.
Cansando-me do extenuante que é ser como quero, quando estou frágil. Quando me custa a acreditar. Sempre que preciso de regressar à oração da serenidade para me encontrar.
Clarividência, simplicidade, optimismo, singularidade... ouço os elogios, sabendo que, sendo como sou, eles só ganham valor efectivo quando os reconheço de dentro para fora.
E o mundo não muda. Pequenas partículas, apenas. As pessoas não querem atrever-se a mudar. Preferem o conforto da complicação.
Sei, acreditem que sei. Como dói. Como custa. Mas não é a hercúlea tarefa do milénio!!
E às vezes... aborreço-me. De mim, dos outros, da vida, do mundo.
Mas descansa... não és tu. A âncora não vacila, ainda que todos os marinheiros enjoem com a tempestade...
Preciso de férias. Totais.
Recebi por correio electrónico. Tinha de publicar aqui porque, embora fotografias de escultura alimentar estejam um pouco longe dos vôos dos aviões de papel, a verdade é que os pequenos aviões continuam a ser lançados pela anatureza....
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Infelizmente, e pelo que pude apurar, o autor continua desconhecido...
... não revelasse demência ou insanidade repetir as mesmas acções esperando reacções diferentes, mas só esperança?
... não fosses a pessoa que és mas a pessoa que queres ser?
... o medo não travasse a fúria da realidade?
... a concretização dos teus sonhos dependesse só da tua força de vontade e da tua capacidade?
... pudesses sair do mundo, vê-lo de fora e sim!, salvá-lo um bocadinho todos os dias?
... não necessitasses de mentir ou ignorar a ti próprio, só para te poderes suportar...melhor?
... o clima não estivesse bipolar?
... tudo fosse exactamente aquilo que parece?
E não pudesses esconder as tuas crenças, decisões, certezas, princípios, a ti!, dentro desses redondos e aconchegantes "e se?..."´s...
Odd summer days...
Sonhos, desencantos, esperanças, decepções.
Projectos, falhanços, expectativas, desânimos.
Alegria, cansaço, euforia, prudência.
Entusiasmo, indiferença, realidade, inércia.
Pessoas, vazios, coisas, silêncios.
Solidão, amigos, audácia, temores.
Distância, suspiros, enganos, sorrisos.
Tempo, ideais, hipocrosia, arrogância.
Loucura, urgência, entrega, magia.
Dúvidas, palpitações, esforço, desalento.
Lágrimas, ânsia, sombras, emoção.
Sentidos, surpresas, certezas, azul.
Nuvens, fôlegos, começos, direitos.
Perguntas, respostas, poesia, amor.
Viagens, memórias, inquietações, delírios.
Pedidos, trabalho, gula, preguiça.
Traços, regras, inspirações, calor.
Pesos, olhares, espelhos, barreiras.
Vergonha, abandono, rotinas, ecos.
Humores, segredos, lutas, tranquilidade.
Danças, vozes, caminhos, náufragos.
Copos, controlo, fraquezas, teimosia.
Fumo, claridade, apatia, crueza.
Palavras.
in outter space...